quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

EXPOSIÇÃO

Para todas as senhouras  e senhouros (?!) que se interessarem pela asséptica arte digital, ‘tá rolando a 1ª Exposição de Ilustrações Digitais e Caricaturas na MicroWay Informática aqui de Curitiba, com ilustrações... hã... minhas! Hoy, hoy! Venha fazer uma criança feliz e tomar um... café...

Serviço:
1ª Exposição de Ilustrações Digitais e Caricaturas;
De 1º a 16 de dezembro;
De segunda a sexta, das 15 às 21 horas;
Avenida Presidente Arthur da Silva Bernardes, nº 1827;
Portão – Curitiba-PR;
Entrada franca.


(Apresentando identificação de estudante você ganha um troféu jóinha);
(Apresentando identificação você ganha um aperto de mão);
(Apresentando bebida alcoólica você ganha um abraço e um copo (dois copos))*.


*Isso foi uma piada, engraçadão!

sábado, 19 de novembro de 2011

OFÍCIO...

Interessante. Tem época que não acontece absolutamente porra alguma na vida, mas quando acontece, vem tudo de uma só vez. Aí depende do cidadão saber lidar com a situação, administrar, aproveitar o momento, a desforra, coisa e tal.

Tenho que falar da oficina de ilustração editorial – cartum e ilustração que aconteceu agora em novembro –9 a 12– na Biblioteca Pública do Paraná aqui em Curitóba. Os feras Ricardo Humberto e Alberto Benett (eles são irmãos!) acenderam, ou reacenderam (depende do rebento) nesses dias a vontade dos oito aspirantes a ilustradores de produzir, provocar, se expressar, comer ninfetas (essa última não provada em tese) a partir de seus rabiscos e ideias.

Surpresa foi se ver de uma hora para outra envolvido com cabeças parecidas, discutindo mesmos temas, tendo mesmas dúvidas e anseios, num meio onde cada qual normalmente é uma ilha e sente estar boiando oceano estranho –A ilustração é uma arte solitária, afirmou em certa hora Ricardo Humberto–. Impossível não haver imediata identificação entre os participantes, sem pestanejos, sem dissimulações.

Os dias 9 e 10 foram focados no processo de criação de ilustrações para mídia impressa (jornal, no caso). Da experiência ficou o convívio com Ricardo Humberto e seu desenho incrível, suas colagens feéricas e suas frases de efeito. Um artista daqueles que a gente pensa só existir na literatura. Uma pessoa que respira a arte que produz, que se comunica efetivamente e exclusivamente através dela.  Suas dicas escapavam pela experiência, não existe nele discurso teórico, nenhuma retórica engessada-acadêmica, tudo é prático, tudo aplicável e pontual.


Capa do projeto desenvolvido com o genial Ricardo Humberto na oficina de ilustração: A revista UMC*.

Ricardo: – Vocês sabem o que é isto? (apontando para a logo UMC* estampada num slide)
(Silêncio constrangedor)
Ricardo: – Isto é “um cu”!
Todos: – Ah, “um cu”, saquei... blá, blá, blá. (poker face)

Já nos dias 11 e 12 os temas foram charge e tira em quadrinho, respectivamente. Aí entrou em sala Alberto Benett com seu jeitão dinâmico e descontraído, comentando desenhos publicados nos começos e botando a negada p’ra trabalhar nos finais. Impagável e único foi presenciar o autor interpretando o texto das suas próprias tiras. Narrado, o seu humor non-sense fica ainda mais engraçado. Sem rodeios, sem convenções. A arte é a caneta em riste. –Se planejar demais o trabalho não sai, interrompeu Benett num debate– Aliás, acho que esse foi o principal diferencial-atrativo da oficina, em momento nenhum o assunto “técnica” foi abordado, inclinação que só verdadeiros profissionais tomariam ao pensar num curso desse tipo, uma vez que na ilustração editorial o que conta não é a habilidade em si, mas sim a capacidade de transmitir a ideia, a opinião, sem perder o foco da notícia, do texto. A técnica nada mais é do que ferramenta a serviço da mensagem que se quer passar.


Tira do último dia de oficina. O personagem do meio é um bibliotecário de discurso duvidoso que surgiu por lá. Aquele tipo de situação que acontece do nada, todos se olham e sabem que vai virar piada.

Mais para frente pretendo comentar sobre cada um dos participantes do curso. Sei que eles aparecerão por aqui naturalmente. Cada um vale textos a parte, pessoas realmente interessantes e talentosas.



Primeiro cartum em parceria: O personagem Dead Harry é o alter-ego do figurassa Ben-Hur Lima Pinto (que já nasceu um clássico!)

Também não posso deixar de mencionar a experiência insólita de ver –para todos que me conhecem, sabem da admiração pelo trabalho do senhor Benett– minha primeira e principal influência avaliando desenhos que fatalmente ele mesmo inspirou. Surreal.

T.W.R.

Aliás, falando em parceria, o B. Carmona também estava lá, o que resultou num trabalho a três mãos – na verdade, quatro mãos e um cérebro – entre ele, o Benett e eu, uma tira que ‘tá sendo finalizada aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

#CSM

Amanhã tem Curitiba Social Media #CSM aqui em... Curitiba (ué!).
Estaremos todos lá: Eu, o Roberto, o Erasmo, a Wanderléa, o Ronnie Von, coisa e tal.

segunda-feira, 14 de março de 2011

ALLEGRO MA NON TROPPO


Às vezes as coisas se complicam e nem senso crítico parece resolver. Olhar para os lados, olhar para dentro, ver o que pode e não pode ser feito. Respeito é coisa que não se compra, agora entendo que uma palavra desmonta qualquer força de existir. Algum tempo levei até perceber, algum tempo demorou p’ra fazer sentido que reconhecimento é jogo sem lógica. Parei um pouco com sonhos, deixei de lado algum provável talento. Tirei férias dos mesmos, meio amargurado com aquilo tudo. Deixei que ficasse como estava. Vi liberdade e conforto no alento da leitura noturna.

(E só).

Estive perto, até o segredo de tudo havia tocado antes disso. Mas não são formas, nenhuma ideia, como não são palavras nem o som que culmina na criação d’uma nova obra. São pessoas, a razão de tudo existir. São pessoas que pressionam, incentivam, alicerçam e (também) destroem coisa tão frágil quanto a arte. Nesse exato momento faço parte de estatística, mesmo antes de fazer volume da vistosa fatia que me diz respeito. Não sei se já é (tanta) culpa (assim) do amadurecimento. Não tenho tempo nem de lamentar, não me dou o direito de derramar lágrimas mornas. Não sei como acabar aquela conversa difícil, como não sei como terminar aquilo que comecei. Envelhecer é perder a medida de tudo, não mais achar que certos absurdos possam ferir. Rir alto é mais que abuso, problemas e tragédias fazem parte da vida de todo mundo.

Me trate com respeito pois então, que eu vou voltar com tudo. Risco a bico de pena para que a letra de tinta não desminta isso dito...

(Respira, respira... Para de falar sério...)

OSSOS DO OFÍCIO
Essa é piada interna, coisa do trampo. Mas gosto dos desenhos... O da direita sou eu. A magresa e a cara aparvalhada condiz com a realidade... (Senso crítico, eu te odeio!)


À MERCÊ DA TECNOLOGIA...
Das antigas mas divertida, com mãozinhas sem dedo e coisa e tal... Aliás, tira que dependa do conhecimento específico de quem está lendo não tem como dar certo... Enfim!