quarta-feira, 8 de julho de 2009

NO CAMINHO

Descobri recentemente que algumas pessoas me consideram grosseiro e irredutível. Não fazia idéia disso, sempre fui meio que afável e submisso. Talvez eu tenha mudado. Tenha cansado de ouvir “não”. Tenha me frustrado em esperar e não ver resultado. Tenha criado mecanismos tortos de defesa. Tenha tido certeza sobre as certezas infundadas do universo. Talvez tenha feito recesso a cerca dos contentamentos pouco vistosos. Tenha assimilado Nietzsche. Tido uma vontade súbita de praticar Kerouac. Mas não penso em Dean Moriarty, não. Vejo mais como Sal Paradise. Aliás, acho que ninguém se vê Moriarty. Esse deve ser a personificação do inconsciente, aquela vontade de jogar tudo para o alto, aquela necessidade de loucura que incontrolavelmente desaba em alguma altura da vida sobre as almas por demais amenas.

O descontentamento vago, a insegurança vazia e a orgia dos desejos platônicos. Nada disso tem me feito a cabeça. A certeza me vem com os pensamentos “da rocha”. Acho que deve ser isso mesmo o que incomoda. O que tira o sono. O que põe em cheque qualquer aproximação e permanência. As palavras duras não me ofendem, de nenhuma maneira. Cheguei até a achar que essa fosse a forma mais terna de um entendimento maduro. Vi até alguma virtude nisso tudo. Todos clamam por sinceridade. Mas qualquer sinceridade parece ofensa aos ouvidos de quem é alvo. Não cerro o punho p’ra dizer verdades. Não pense isso de mim. Não sou covarde e não me alimento da fragilidade insegura de quem se entrega. É cega essa impressão. A mão sempre estará estendida, o problema é que as vezes escorrega e deixa cair ao chão. O que parece duro. O que te salta aos olhos como rancor nada mais é do que a pura vontade de te ver maior, mais forte, mais certa.

Agora o que resta é tempo. E não sei mais o que fazer. Agora eu continuo e sigo ainda em frente. Espero o que vai acontecer.


Sem desenhos hoje, certo?! Mas tenho coisas novas... P'ra mais além...

7 comentários:

  1. Vocês só não comentaram porque é chato, subjetivo e sem nexo... Só por isso! Hehe >:(

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  2. Nada a declarar... :( Mr. MacPhisto

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  3. Assimilar Nietzsche é pretensão, confesso...

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  4. Estou movendo um processo contra você Carol. Meus advogados irão visitá-la quando menos esperar! Hehe... Posteriormente um jagunço aparecerá também para definir os detalhes finais do processo, é claro...

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  5. urubu100lei@hotmail.com17 de setembro de 2009 15:19

    proffuuuundo....mui...profundo...se quer um divã ou uma cama-de-prego?

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  6. Uma arma já me deixaria bem contente! (Não para usar em mim, é óbvio.)

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