terça-feira, 23 de junho de 2009

EU QUERIA SER UM URSO

Como promessa é dívida, estou eu aqui depois de... Hum... Quase dois meses... Meu forte não deve ser mesmo cumprir promessas. Por esse motivo nunca mais prometo nada!* A partir de agora vou deixar uns Posts prontos p’ra quando estiver meio sem novidades,** beleza “pessoar”?! Desenho sempre tem novo, mas escrever... Alguns dias é como parir gêmeos (e ao mesmo tempo***).

Odeio o frio! O frio e todas as suas implicações. Sentir frio é quase como estar doente. Não sentir o nariz e não ter certeza se ele está escorrendo ou apenas congelado, não sentir também as pontas dos dedos dos pés e mãos, a dor aguda nas juntas, a coceira insuportável na pele ressecada. Esses são alguns dos sintomas dessa época tão sofrível. Acho muito ruim, queria ser um urso no inverno, para me recolher e só aparecer na primavera. O frio também (sei lá por quê) me traz uma nostalgia desconfortável. Chamo de nostalgia pelo fato de não ser saudade de algo em si, mas inevitavelmente essa época do ano aflora recordações sobre a infância, adolescência, etc., etc. Algo que me veio de lampejo em uma noite dessas foi meu primeiro contato com Modern Times, sabem, aquele filme de 36 do Chaplin? É interessante perceber como certas referências essenciais ou geniais para um adulto podem ser banais e dispensáveis para uma criança. Na época não fazia idéia do que se tratava, do que aquilo tudo deveria significar. Foi numa peça de teatro encenada no colégio, devia ter meus treze, quatorze anos, nem era mais tão criança assim, sempre fui meio atrasado na verdade. Se fizer força, consigo lembrar de tudo: Das luzes, do som, o local e as pessoas (ah, “as” pessoas) exatas naquela época. Essa é uma lembrança boa, mas junto com as recordações vêm também as más recordações, e é isso que não me agrada no inverno...


MACUNAÍSMO

Percebi que a qualidade das imagens no Blog estão horríveis, tipo, meio ladrilhadas. Isso não é amadorismo meu, bem, talvez a palavra certa seja preguiça. Sabe como é: Casa de ferreiro, espeto de pau. O fato é que uso uma resolução maior no monitor, daí o resultado de um 1152x864 em 1024x768 vai ser desastroso. Providências para esse problema até a Copa da África! Promessa é dívida, e eu que o diga!

DADDY, I'M DYING, BUT IT'S SO FINE!

(Ow, me corrijam se estiver errado. Nem sei por que escrevo em inglês. Meu inglês é terrible!)

* Isso não é uma promessa!
** Isso não é uma regra!
*** Não que eu já tenha parido alguma vez!

JEREMY, O NOWHERE MAN.

(Vai dizer que nunca assistiu Yellow Submarine?!)

E p’ra terminar um pouco mais sério: Sobre quem descansa em paz:

LIMPANDO AS GAVETAS
CARTA DE ALFORRIA

Carta de alforria.
Dia para dizer adeus aos ogros.
Céu azul, nuvens para deslizar desejos.
Insatisfeito é o anjo que não carrega o doce gosto do pecado humano.
O que nos torna humanos. O que nos leva às alturas.
As ruas começam e terminam com promessas de amores perfeitos.
O leito dos rios. O direito dos injustiçados. O aroma da chuva.
A letra tremida no papel amassado. As páginas de um bom livro amarelado pelo tempo.
O sacrifício pela paz entre os novos corações.
As ações inesperadas. O desespero. A súplica por um desejo satisfeito.
As ondas que quebram na escuridão de uma noite de fúria.
As ruas que quebram as pernas dos fugitivos da lei dos homens.
Os homens que não tratam como deveriam as formas mais perfeitas da existência.
A ausência de lógica no decorrer da retórica.
Os trópicos que separam. As fronteiras que dividem.
As passagens subterrâneas. As vielas escuras na cura do vício da boemia.
O dia após dia. A esperar na casa vazia.
A ânsia. O querer mais. O querer além. O viver aquém até então cotidiano.
Enfim: A redenção. A mão que cobre de compaixão. Que oferece o alimento.
A mão e o dedo que apontam o caminho do Olimpo do desejo.
A surpresa pela falta de definição. O arquétipo que não deduz.
A luz da luz que o homem inventou. A outra voz da poesia.
A histeria do sonho que se configura na noite vazia.
As novas canções. As novas poesias. As novas formas de ver as velhas formas da vida.
Os sentimentos deixados de lado. O carro chefe dos sentidos:
O princípio da mudança, a esperança.
O que resta. A calma, a pressa e o pé atrás. Normal. Tudo em paz.

T.W.R

-LINK DO POEMA-

Hasta luego pessoal!