sexta-feira, 9 de outubro de 2009

DENI COOL

Deni Cool é um cara bem estranho. É o que todos dizem, é o que aparenta ser. Seus olhos vidrados em lugar nenhum, seu andar trôpego desengonçado, seu falar enrolado, empostado, mas uni-tonal. Eu tenho medo, eu tenho medo. Mas ele segue, e como toda cartilha recomenda, ainda almeja o título e as honras de ser um Very Cool Boy! Porque ele acredita naquela imagem que vê na Seção da tarde, que é o que lhe empurram todos os dias com chá e biscoitos de polvilho, do cara com a jaqueta, e das garotas de torcida que tanto sonha em conhecer. Acho que ele não pensa muito, não tem uma ideologia p’ra viver. Só quer ser como todo mundo. E andar como todo mundo anda. E dizer as asneiras que todo mundo diz. E querer demais. E estar sempre ali por apenas estar.

Às terças e quintas freqüenta seu curso, porque o mundo dá voltas, mas não há de parar. Por esse motivo ele segue. Mas ao que parece não pára muito para pensar, ninguém lhe ensinou, a TV não ô fez. Mas ele ainda segue! E comemora como nunca um seis do qual lhe pinta ainda mais medíocre. Deni Cool aprendeu que mesmo sendo ignorado, deve manter o fino trato com as pessoas, e ser cordial, e ser educado, e sentar ao lado da garota mais bela, e babar feito um tapado... Mas isso acho que nem mesmo o próprio percebe. Deni Cool sempre diz: - Olá pessoal! E alguns olham de lado, outros ignoram o ‘para sempre ignorado’. Não sei por que faz isso rapaz. Manda pr’o inferno, e veste a pele do lobo pelo menos uma vez na vida! Deni Cool não se importa, e se acomoda na cadeira que parece, junto à sua imagem, a mais desconfortável da classe.


Ele vai. Vai conseguir o título, e vai até aparecer no noticiário da TV, ter um minuto de fama, quando perceber que algo caiu errado, e terá seu momento de fúria, e porá em prática a mais esperada e alimentada tendência psicopata. A sociedade é ingrata. E faz da imagem moldada marca da desgraça que aí está e se instaurou.

Agora eu vou embora, antes do Deni Cool voltar. Que medo!

Duas tiras. Pretendo dar uma guinada nessa estória. Ela anda meio sem graça...
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PASSARINHO QUE COME PEDRA...

Não sei se o Twitter é bom ou ruim, de modo geral se for p’ra dizer que horas me alimento certamente comeria vidro, ao menos a audiência seria bem maior e através de um jornal no horário nobre! Vejo que daqui a algum tempo pessoas terão o Twitter como documento que prova o quanto suas vidas são uma merda (sobre as que usam para dizer o que ‘não’ estão fazendo). Um insight, uma idéia, uma piada, uma notícia. Isso é válido, de resto é apenas gagueira mental (ou verbal).
Essa volta toda é p’ra dizer que através do Twitter já criei uma pequena coleção de frases/devaneios sem fins lucrativos (licença poética é sempre uma boa desculpa!). Percebi também que meus links por lá estão quebrados. São todos para desenhos que irei deixar nesse Post.
Agora tem também o Woofer, p’ra você que vai escrever e tem certeza de que ninguém vai ler por ser extenso demais. Boa sorte para todos nós então...

Coleção nº 1: - Se eu fosse uma mosca...

- Se eu nascesse uma mosca não conseguiria viver um dia após o outro.
- Se eu fosse uma mosca não iria me conformar com festa de aniversário e velório juntos.
- Se eu fosse uma mosca, não acharia que a vida é uma merda, teria certeza!
- Se eu fosse uma mosca, reclamaria sempre e diria que a comida é uma merda.
- Se eu fosse uma mosca, não acharia que banheiro de terminal de ônibus cheira tão mal assim.
- Se eu fosse uma mosca cantarolaria por aí Raulzito... ‘Mosca na sopa’!

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Coleção nº 2: - Filosofia barata...

(Essa inevitavelmente cai no lugar-comum, mas quem disse que todo mundo conhece Kafka?)

- Se eu fosse uma barata, teria como autor predileto Franz Kafka.
- Se eu fosse uma barata, abominaria sapatos de bico-fino em mulheres.
- Se eu fosse uma barata homofóbica, abominaria sapatos de bico-fino em homens também.
- Se eu fosse uma barata, só conseguiria andar de Fusca...
- ...Mas mesmo sendo uma barata e andando de Fusca, ainda assim não simpatizaria com Hitler.
- Se eu fosse uma barata, assistiria testes nucleares no Réveillon.
- Mas mesmo que eu nascesse uma barata, ainda assim não gostaria de Pagode. Vai dar chinelada na puta que o pariu!

Coleção nº 3: - Toques para Jesus Cristo...
(Nessa usei como base uma frase da música Al Capone, aliás, dá p’ra encaixar direitinho o refrão entre as frases!)

Ei Jesus Cristo, o melhor que você faz é deixar o Pai de lado e fugir p'ra morrer em paz!

- Ei Jesus Cristo, me facilita esse perdão. Que culpa tenho eu de ter pego a contra-mão?!
- Ei Jesus Cristo, não me risca da Tua lista, prometo estudar e ser um bom criacionista.
- Ei Jesus Cristo, o que fazer com o Dan Brown, que pintou Tua caveira e Te fez cara normal?
- Ei Jesus Cristo pede proteção do Pai, pois se Tu desce agora a Record não Te dá paz.
- Ei Jesus Cristo olha que coisa legal: Se Tu volta agora assume os bens da Universal!
- Ei Jesus Cristo, não esquenta com cobiça, se não nego Te joga pr’o Partido Comunista.

Sobre desenhos... Hum, desenhos...?


Um inacabado ainda, na verdade eu tirei o Print só p’ra mostrar meu Windows 7, hehe... Bonito! E o mais importante: Até agora está funcionando direito!
O Leão Covarde. Se você não conhece, não sabe (sábia frase!).



Esse é fruto de uma madrugada no feriado. Meu irmão Bob Esponja. Eu não fiz por zoeira não, sério! Aliás... Quem afinal é o Bob Esponja no comentário do Post anterior? Ofereço recompensa...


E para fechar a cota dos links quebrados... Esse já cagou na nossa cartola faz tempo:

domingo, 9 de agosto de 2009

ABBEY ROAD

Agora dia oito completou quarenta anos da foto com os Beatles na Abbey Road, aí é inevitável que o subconsciente resmungue: Grande merda! Exaustivamente parodiada, essa é uma foto envolta em histórias e paranóias, por conta de supostas mensagens subliminares. Eu só vejo quatro caras atravessando a rua, sem olhar para os lados por sinal, (péssimo exemplo para as crianças, tsc, tsc, tsc), mas que mal há nisso? Todos os carros estão estacionados mesmo! O Paul com a passada trocada. Ele é canhoto, nada de surpreendente. Sobre estar descalço não tenho uma teoria, mas aquele pacote de Baconzitos na mão direita, hum, não me cheira bem. E a placa do Fusca perto do George então?! O fato de o Ringo estar (Sem trocadilho) com o nariz para fora, bem, é concebível, talvez não conseguisse respirar, talvez seu pequeno nariz estivesse apertado demais dentro daquela máscara incômoda. Certo do John, que pouco se lixou para essa prudência desnecessária. Segue na boa, de terno branco e barba longa com um sinuoso “não estou nem aí” estampado no peito!


E de pensar que hoje em dia ter “influência” não é mais tão legal assim...


A prudência é uma solteirona rica e feia, cortejada pela impotência. (William Blake)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

LOS POMBOS!

Andando por aí percebi algo incomum: Eu simpatizo com pombos! Yeah, já me peguei diversas vezes olhando eles andarem de lá para cá nas ruas ou em qualquer terminal de ônibus. Pombos são divertidos, talvez pelo fato de não fazerem sentido, não terem utilidade, não participarem de cadeia alguma... Bem como os humanos, mas isso é opinião pessoal, sem crise. É claro que essa simpatia toda é meio platônica, sendo que nunca me atreveria a pegar um nas mãos pra trocar uma idéia. Pombos são aves genuinamente engraçadas, talvez pela sua falta de aerodinâmica, do seu caminhar disforme e repicado. Pombos não pulam, pombos não batem as asas e principalmente não olham para trás. Sempre tive a impressão que são mal projetados, talvez o esboço de alguma outra espécie que não viva na cidade, mas com certeza eles deveriam ter patas maiores e reforçadas, para facilitar o caminhar e tornar sua decolagem mais rápida e eficaz. Pombos são naturalmente camuflados... Mas afinal de contas, camuflados para quê? Esse papo todo é furado, eu sei, é que diz respeito ao desenho aí embaixo e a todo o resto do Post, vai vendo...

Essa idéia surgiu num momento “puto de ônibus”... O esboço saiu ali mesmo, na hora...


Só sabe quanto engraçado é o pombo quem já viu algum caminhando sob superfície com frestas ou chegou a imaginar um andando por aí de chapéu-coco e bengala...

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Pombos não pulam como as andorinhas. Pombos não gritam como bem-te-vis. Porém não enchem o saco no gramado como os quero-queros, mas cagam igual ou mais que os pardais, então fique esperto!

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Eles não caminham bem, não voam bem e não cantam também. Estão aí é para te divertir! Adote um pombo my brother, achar um não será a tarefa mais difícil do mundo e tão menor será a burocracia para tão generosa bem-feitoria. Dê um banho nele, retire os piolhos. Deixe esse simpático animal cuidar das crianças, correndo livre e comendo minhocas na grama! (Putz, pombo não sabe comer minhoca!)

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POMBO: Antítese do mundo corporativo. Enquanto em um acumular o maior número de habilidades (mesmo que inúteis) é a meta, no pombo-universo o que tem a menor utilidade se destaca!

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PRECAUÇÃO FINAL: Ao adotar um pombo nunca o lave com qualquer tipo de detergente. Risco do animal não mais voar ou fatalmente morrer por ocorrência de hipotermia.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

NO CAMINHO

Descobri recentemente que algumas pessoas me consideram grosseiro e irredutível. Não fazia idéia disso, sempre fui meio que afável e submisso. Talvez eu tenha mudado. Tenha cansado de ouvir “não”. Tenha me frustrado em esperar e não ver resultado. Tenha criado mecanismos tortos de defesa. Tenha tido certeza sobre as certezas infundadas do universo. Talvez tenha feito recesso a cerca dos contentamentos pouco vistosos. Tenha assimilado Nietzsche. Tido uma vontade súbita de praticar Kerouac. Mas não penso em Dean Moriarty, não. Vejo mais como Sal Paradise. Aliás, acho que ninguém se vê Moriarty. Esse deve ser a personificação do inconsciente, aquela vontade de jogar tudo para o alto, aquela necessidade de loucura que incontrolavelmente desaba em alguma altura da vida sobre as almas por demais amenas.

O descontentamento vago, a insegurança vazia e a orgia dos desejos platônicos. Nada disso tem me feito a cabeça. A certeza me vem com os pensamentos “da rocha”. Acho que deve ser isso mesmo o que incomoda. O que tira o sono. O que põe em cheque qualquer aproximação e permanência. As palavras duras não me ofendem, de nenhuma maneira. Cheguei até a achar que essa fosse a forma mais terna de um entendimento maduro. Vi até alguma virtude nisso tudo. Todos clamam por sinceridade. Mas qualquer sinceridade parece ofensa aos ouvidos de quem é alvo. Não cerro o punho p’ra dizer verdades. Não pense isso de mim. Não sou covarde e não me alimento da fragilidade insegura de quem se entrega. É cega essa impressão. A mão sempre estará estendida, o problema é que as vezes escorrega e deixa cair ao chão. O que parece duro. O que te salta aos olhos como rancor nada mais é do que a pura vontade de te ver maior, mais forte, mais certa.

Agora o que resta é tempo. E não sei mais o que fazer. Agora eu continuo e sigo ainda em frente. Espero o que vai acontecer.


Sem desenhos hoje, certo?! Mas tenho coisas novas... P'ra mais além...

terça-feira, 23 de junho de 2009

EU QUERIA SER UM URSO

Como promessa é dívida, estou eu aqui depois de... Hum... Quase dois meses... Meu forte não deve ser mesmo cumprir promessas. Por esse motivo nunca mais prometo nada!* A partir de agora vou deixar uns Posts prontos p’ra quando estiver meio sem novidades,** beleza “pessoar”?! Desenho sempre tem novo, mas escrever... Alguns dias é como parir gêmeos (e ao mesmo tempo***).

Odeio o frio! O frio e todas as suas implicações. Sentir frio é quase como estar doente. Não sentir o nariz e não ter certeza se ele está escorrendo ou apenas congelado, não sentir também as pontas dos dedos dos pés e mãos, a dor aguda nas juntas, a coceira insuportável na pele ressecada. Esses são alguns dos sintomas dessa época tão sofrível. Acho muito ruim, queria ser um urso no inverno, para me recolher e só aparecer na primavera. O frio também (sei lá por quê) me traz uma nostalgia desconfortável. Chamo de nostalgia pelo fato de não ser saudade de algo em si, mas inevitavelmente essa época do ano aflora recordações sobre a infância, adolescência, etc., etc. Algo que me veio de lampejo em uma noite dessas foi meu primeiro contato com Modern Times, sabem, aquele filme de 36 do Chaplin? É interessante perceber como certas referências essenciais ou geniais para um adulto podem ser banais e dispensáveis para uma criança. Na época não fazia idéia do que se tratava, do que aquilo tudo deveria significar. Foi numa peça de teatro encenada no colégio, devia ter meus treze, quatorze anos, nem era mais tão criança assim, sempre fui meio atrasado na verdade. Se fizer força, consigo lembrar de tudo: Das luzes, do som, o local e as pessoas (ah, “as” pessoas) exatas naquela época. Essa é uma lembrança boa, mas junto com as recordações vêm também as más recordações, e é isso que não me agrada no inverno...


MACUNAÍSMO

Percebi que a qualidade das imagens no Blog estão horríveis, tipo, meio ladrilhadas. Isso não é amadorismo meu, bem, talvez a palavra certa seja preguiça. Sabe como é: Casa de ferreiro, espeto de pau. O fato é que uso uma resolução maior no monitor, daí o resultado de um 1152x864 em 1024x768 vai ser desastroso. Providências para esse problema até a Copa da África! Promessa é dívida, e eu que o diga!

DADDY, I'M DYING, BUT IT'S SO FINE!

(Ow, me corrijam se estiver errado. Nem sei por que escrevo em inglês. Meu inglês é terrible!)

* Isso não é uma promessa!
** Isso não é uma regra!
*** Não que eu já tenha parido alguma vez!

JEREMY, O NOWHERE MAN.

(Vai dizer que nunca assistiu Yellow Submarine?!)

E p’ra terminar um pouco mais sério: Sobre quem descansa em paz:

LIMPANDO AS GAVETAS
CARTA DE ALFORRIA

Carta de alforria.
Dia para dizer adeus aos ogros.
Céu azul, nuvens para deslizar desejos.
Insatisfeito é o anjo que não carrega o doce gosto do pecado humano.
O que nos torna humanos. O que nos leva às alturas.
As ruas começam e terminam com promessas de amores perfeitos.
O leito dos rios. O direito dos injustiçados. O aroma da chuva.
A letra tremida no papel amassado. As páginas de um bom livro amarelado pelo tempo.
O sacrifício pela paz entre os novos corações.
As ações inesperadas. O desespero. A súplica por um desejo satisfeito.
As ondas que quebram na escuridão de uma noite de fúria.
As ruas que quebram as pernas dos fugitivos da lei dos homens.
Os homens que não tratam como deveriam as formas mais perfeitas da existência.
A ausência de lógica no decorrer da retórica.
Os trópicos que separam. As fronteiras que dividem.
As passagens subterrâneas. As vielas escuras na cura do vício da boemia.
O dia após dia. A esperar na casa vazia.
A ânsia. O querer mais. O querer além. O viver aquém até então cotidiano.
Enfim: A redenção. A mão que cobre de compaixão. Que oferece o alimento.
A mão e o dedo que apontam o caminho do Olimpo do desejo.
A surpresa pela falta de definição. O arquétipo que não deduz.
A luz da luz que o homem inventou. A outra voz da poesia.
A histeria do sonho que se configura na noite vazia.
As novas canções. As novas poesias. As novas formas de ver as velhas formas da vida.
Os sentimentos deixados de lado. O carro chefe dos sentidos:
O princípio da mudança, a esperança.
O que resta. A calma, a pressa e o pé atrás. Normal. Tudo em paz.

T.W.R

-LINK DO POEMA-

Hasta luego pessoal!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A/H1N1

Ok, ok, eu desisto... Até tentei... E fiquei um mês sem postar nada, mas pelo jeito o que agrada mesmo são os bonequinhos... Qual é a lógica disso tudo? Voltando agora então e me organizando para criar uma periodicidade nos Posts. Aí vai um combo sobre o assunto do momento: A gripe suína, ou A/H1N1, agora mudaram para vírus A porque os criadores de suínos estavam tendo prejuízo. Imagine prejuízo e especulação em época de crise? É p’ra mudar nome de vírus mesmo. Mas convenhamos, o inconsciente coletivo leva todos a torcer o nariz ao ver uma bisteca bem gordurosa. Antes era a cisticercose, que não faz sentido tendo em vista que porcos são mais bem tratados do que humanos hoje em dia, agora é a vez da gripe A, que tudo indica elevar esses peculiares animais a ovelhas negras da criação divida (depois das próprias ovelhas negras, por supuesto!). Para que tanto preconceito? Dizem que foi só uma troca de olhares, o porquinho estava lá, passou para o homem que logo tratou de compartilhar com os demais.

Um fato a se comentar é a falta de lógica das pragas modernas. Primeiro foi o episódio da vaca louca, depois a gripe aviária e agora esse peste com porcos. Tudo leva a crer que uma força maior está tentando sabotar as fontes humanas de subsistência, como tipo: - O que mais nos espera? Não comam os animais, comam uns ao outros! Algo que tem me intrigado também é a estranha sensação de que a próxima fonte de uma futura peste (mais séria) são aqueles seres andantes de cangotes multicoloridos com asas que passeiam nas praças de qualquer cidade de qualquer estado de qualquer país, resumindo, os pombos. Não que eles sejam alimento, contrapondo com o que foi dito anteriormente, mas, sei lá, os ver andando de lá para cá, voando bem pouco, sem rumo, sem uma razão de existir, me faz crer que com certeza eles ainda terão seu momento de glória, nem que essa glória seja a desordem da saúde pública. Dizem que os corvos são aves de mau agouro, mas e os pombos? E os porcos, o que tem a ver com isso?
Falando em ave de mau agouro digo que sei quem inventou a gripe suína, e bem antes de ela existir, sério, sem brincadeira. Você conhece o Elson? Não? Então, foi ele sim e com várias testemunhas que não me deixam mentir. Dois ou três meses antes desse vírus surgir; Explico: Homens arrotam, voluntária ou involuntariamente e isso é fato. Os que dizem que não normalmente fazem pior! Nossa, vou me arrepender disso, eu sei. Uma prática comum masculina, ao menos em nosso grupo fechado de amigos é o famoso arroto seguido de um “tchin!”, tipo: - ARGH!... tchin!, sacou? Depois se alega que foi o vento a causa, piada masculina, hehe. Nosso amigo então um dia apareceu com essa, depois de um abrupto arroto de alguém alegou ser essa a gripe suína. Você acredita? O que será isso? Levando em conta os acontecimentos atuais? Uma premonição ou apenas mau agouro? Fica a dúvida.
O que falava a ave de mau agouro mesmo? Nunca mais? Aliás, de onde raios eu tirei isso?
Nossa, comecei com porco e terminei com corvo... Depois tem mais...

domingo, 22 de março de 2009

APERFEIÇOAMENTO TÉCNICO

Ultimamente tenho andado sem inspiração para desenhar, explico: Existem os desenhistas por natureza, os que desenham por necessidade e os por não ter nenhum outro talento (que normalmente também não tem talento para desenhar), well, o que tem me incomodado não são as inspirações, mas sim o desenvolvimento técnico dessas pessoas (e eu me incluo nelas). Impressionante, mas sinto uma necessidade enorme de aprimorar minha técnica e tenho me visto demais rabiscando o que se pode chamar de “bonequinhos”. Isso não é o bastante. Nada contra os que estilizam, “caricaturizam” a realidade, mas a pergunta que sempre vem à cabeça ao ver alguma ilustração extremamente ilustrada, se é que alguém entende isso, é se a pessoa por trás daquele desenho deformado sabe mesmo o que é desenhar, se tem noção de proporção, perspectiva, se sabe o que é luz e como se forma a imagem ou se apenas aprendeu a sujar um papel e se conformou. Isso é besteira, eu sei, talvez até paranóia, mas me ocorre e faz pensar que o mundo não é (mesmo) feito de “bonequinhos”... Que pena, assim tudo seria tão mais fácil (e divertido), hehe...

“Procurar a perfeição é uma obsessão sem volta. Descobrir a proporção é uma beleza sem nexo que faz o artista acreditar no fator divino da forma”.

TRATADO DE PROPORÇÃO:
Um palmo é a largura de quatro dedos; Um pé é a largura de quatro palmos; Um antebraço é a largura de seis palmos; A altura de um homem são quatro antebraços ou vinte e quatro palmos; Um passo são quatro antebraços; A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele; A distância do nascimento do cabelo e o queixo são um décimo da altura de um homem; A distância do topo da cabeça para o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem; A distância do nascimento do cabelo para o topo do peito é um sétimo da altura de um homem; A distância do topo da cabeça para os mamilos é um quarto da altura de um homem; A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem; A distância do cotovelo para o fim da mão á um quinto da altura de um homem; A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem; A longitude da mão é um décimo da altura de um homem; A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face; A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face; e A altura da orelha é um terço da longitude da face.

Essa pode até ser a minha Mona Lisa, ha, que piada, vai saber. Desenho inacabado, lá de 2006, uma necessidade de reproduzir os olhos com perfeição me fez desistir. Os próprios olhos, testa e algumas outras partes ficaram sem resolução. (Reparem no sorrisinho dela de quem pensa: - Que sujeitinho sem aprumo! Uma fanfarrona!)

Outro desenho que gosto muito e que nunca pensei que gostaria é esse aí embaixo, especialmente pelo cavalo. Desenhar um cavalo é bem divertido, tipo, quando ele fica bem feito. Já tinha ouvido isso antes e pensava: - Mas que droga, qual é a graça em desenhar um cavalo?! Esse eu termino um dia, um dia, quem sabe... (Que sacrilégio. Um dragão chinês sendo atravessado por uma lança, ainda pago por isso, eu sei.)

01 (Estudos)
02 (Desenho)
03 (Composição)
(Sem piadas hoje...)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CARNAVAL CURITIBOCA

Que bom! O Carnaval. Uma época tão animada, tão festiva, tão sincera. A data marcada para ser feliz. Largar mão. Ouvir música ruim e achar que tudo vai às mil maravilhas. Que festa! É como a vovó que larga do bolo na cozinha para ver o Roberto Carlos na TV. Amém. Na quarta-feira a igreja está cheia. Cheia de gente culpada. Cheia de gente que nem viu de que lado veio o pecado que a penetrou a alma (se é que você me entende). Ou vai ver que sou muito antiquado e não sei das belezas da vida. As festinhas com “Huhuuuuuuuuuu” são tão vibrantes na vizinhança quando se está tentando fazer algo menos vibrante. Por que diabos mulheres exaltadas gritam “Huhuuuuuuuuuu” quando estão bêbadas? No Brasil é assim. A gente curte tapar o sol com a peneira. E na quarta-feira de cinzas está tudo cinza, verde e amarelo de novo. E vamos trabalhar cambada que o próximo feriado já está assinalado no calendário com caneta vermelha e anotado: Praia! Só não encham tanto a cara e não morram nas estradas porque já não dá mais para suportar, mas que nada, sempre há um motivo para comemorar na nossa bela pátria de sorrisos. Aqui não tem rota 66. Não funciona On the Road não. Mas tem buraco. E tem buzina. E tem bastante guarda rodoviário e radar. Mais para frente bafômetro. É o Born to be wild made in Brazil!

Ainda bem que para subverter todos esses males existe o Carnaval curitibano! Uma espécie de Anti-Carnaval. Sim. Um carnaval animadíssimo. Para os mais otimistas uma espécie de Carnaval europeu. Mas ele é na verdade festa para pessoas rápidas, diretas, resumidas. Afinal, piscou, já era... Graças a Deus! Curitiba: A antítese da Bahia.


Para quem ainda vai seguir o trio-elétrico é bom lembrar: O que impera por lá é a Lei do Pau (A mesma aplicada em ônibus lotados). Diz o seguinte: Lei do Pau: Quem tem esfrega no outro. Quem não tem se dá mal!

E... Acabou! Para os que sobreviveram, parabéns. Para os que não... Hm, mais sorte da próxima vez!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

BENETT APAVORA!

Essa sim pode se chamar de grande influência. Sabe como é, admirar alguém, se esse alguém não for próximo é extremamente contraditório. Uma das minhas inspirações com certeza é Charles Schulz, mas a que me faz desenhar mesmo está no trabalho de Alberto Benett. Porque convenhamos, Schulz ‘tá bem longe... (E morto)! Lembro que a primeira mesmo, dose de piada autêntica, nonsense, aquela que faz rir até cair, irônica, que escarneia a própria sorte (ou falta de), que não é “bonita pra vender brinquedo” nem politicamente correta foi-me apresentada nas tiras e textos do moço em questão, lá pelos idos de 2003, 2004 no vertiginoso Gonzo do caderno FUN da Gazeta do Povo. Bons tempos de descoberta. Desde então desenvolvi meu (péssimo) humor em cima disso. Pode ser definido como um “humor Curitiboca”... Aquele que não precisa ser humilde, generoso, nem positivo e que por muitas vezes é até trágico. Deve ser o frio a causa! Mas pra puta que o pariu! Essa deve ser a identidade local! Autêntico agora já não é muito, graças aos que gostaram e foram atrás! Se um dia por ventura isso tudo vingar, se eu não encorpar e servir a construção civil, com certeza devo ao que esse cara de boné surrado representa, pra mim e pra um monte de gente. Valeu Benett. Com um “ene” e dois “tês!

Copiando na cara-larga. Não façam isso em casa crianças! Dá processo ou dependendo da ofensa até morte!

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Benett Apavora, o primeiro livro. Muito engraçado. Sei que dezenas de pessoas tem um igual a esse, com desenho original e a primeira página autografada. Mas quem disse que eu ligo?! O meu é especial!

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Ele se inspirou nas minhas tiras do Post abaixo, de fé... Assim como os ‘trocentos que já fizeram por décadas piadas com esse assunto. Hehe!

O Blog é muito bom, faço mais de três visitas diárias... Não sei para quê... Mas faço.
http://blogdobenett.blog.uol.com.br/

Depois coloco alguma coisa minha. Tipo, num próximo Post. Daqui a meses... Hehe.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A LITTLE BIT CHARLIE BROWN!

Deixando o papo furado um pouco de lado e sendo mais direto, vamos ao que não interessa! Essa a seguir é minha primeira série de tiras, bem, é também a única, diga-se de passagem, tomando como base minha velocidade de produção de tartaruga hehe, mas me orgulha muito. É um tema clássico, universal... Tá bom... Tá bom... É manjado que dá dó: Um cara se consultando com o psicólogo. Um psicólogo por sinal bem peculiar: Mercenário, distraído e inconseqüente. O consultado, um Charlie Brown engravatado. E é essa mesma a intenção e inspiração para ele. Sempre fiquei imaginando como seria o garoto de Charles Schulz mais velho. Talvez fosse assim. Talvez fosse mais bem desenhado... Talvez mais rico e engraçado. Tipo, engraçado para quem lê porque pimenta no fiototó dos outros sempre é refresco... E não venham dizer o contrário! Só tenho um problema: Não consegui criar nomes para nada. Para a tira, os personagens, nada. Alguma sugestão?

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Já que comentei sobre “produzir como uma tartaruga” aqui está a prova da dita cuja:


E um Peanuts que sintetiza bem o que é ser Charlie Brown! (By Schulz)


Obrigado pela ajuda Mayra!

sábado, 10 de janeiro de 2009

ESPÍRITO DE PORCO

À falta de esperança. À falta de fidelidade. À falta de respeito e o excesso de rivalidade.
Tudo isso é atribuído ao Espírito de Porco.
Um roto sentimento de insegurança. Uma lembrança amarga da infância que lhe diminui.
À total falta de boa-vontade. D'um voto de confiança. A todos esses sussurra ao ouvido um imenso e rouco Espírito de Porco.
À maldade pequena que envenena aos pouco uma amizade. O alarde por pouco ou quase nada.
À amizade excessiva, até, que continua a falar para não se calar. E acaba dizendo besteira.
Sinceras são as desculpas, mas a ausência compensa. Volta ao avesso porque nas pernas ainda te pega o Espírito de Porco.
Encontros que não vingam. Dias que não findam na cama deitado e inconsolado. A decepção. A mão no rosto. O suspiro de indignação.
E um grunhido-sorriso-ronco debaixo da cama.

Aos que te tratam mal. Aos que insiste em correr atrás. Aos que não te dão nem darão carinho. E a sua total falta de amor próprio.
A propósito, atribui-se culpa ao Espírito de Porco.
As noites sem dormir. Aos dias sem acordar. Aos anseios e as decepções.

Porco é um pouco demais para coisas tão pequenas. Espero que isso não pareça lição e que passe mais por brincadeira.
Ligeira é a galinha que pode correr. Mas mesmo assim não muito esperta. Pois se atribuísse mérito não salgava na panela.
Perdido é o porco que não corre, não canta e nem conta até três.
Bobagem faz parte da boca. Brincadeira faz parte da barriga. Hoje na janta tem carne de porco. Mas o Espírito espreita no vão da caldeira.
(A boca cheia de água pelo cheiro) Pois é tonto e comeria o que as próprias entranhas recheia.


Não era bem isso que eu queria dizer, mas tudo bem. Ta difícil fazer alguém comentar nessa birosca! Agora assim, do jeito que está, fica pior ainda. Vou começar a escrever em miguxez. Daí fica da hora!

PIADAS DE PORCO SORTIDAS

01 - Loira:
Uma loira aparece com um porco no colo. Um senhor passa por eles e pergunta: - Aonde você ganhou isso?
O porco responde: - Ganhei numa aposta!

02 - Português:
Manuel não parava de peidar. Peidava a cada 30 segundos.
Maria, sua esposa, já aborrecida fala pra Manuel:
- Ô Manuel, tu és um tremendo de um peidão. Não tem vergonha do que tu fazes?
- Eu? Eu peido, e peido mesmo! Quando bem entender e der vontade. Olha lá vem outro... Fuuunnnnnnnnnn!
Maria já não agüentando mais a situação decide então inventar uma mentira para Manuel:
- Olha Manuel, eu já ouvi casos de que, quem peida demais, as tripas saem pelo cu! Tome cuidado!
- Que nada Maria.
No outro dia enquanto Manuel dormia, Maria vai ao mercado comprar tripas de porco e coloca na barriga de Manuel enquanto ele dorme.
Manuel acorda gritando:
- MARIA! MARIA! MARIA! VOCÊ NUM VAI ACREDITAR... BEM QUE VOCÊ DISSE. DE TANTO EU PEIDAR AS TRIPAS SAÍRAM TODAS PELO MEU CU...
- Ta vendo Manuel, eu te disse! Olha aí como você sofreu...
- Bem Maria, pras tripas saírem sabe que até nem doeu. Mais colocar tudo de volta deu um trabalho danado!

03 - Caipira:
O fiscal vai até uma fazenda, onde existe uma criação de porcos, lá pergunta ao dono:
- Com o que o senhor alimenta os animais?
- Dou resto de comida, diz o fazendeiro capiau.
- Isso não está certo, diz o fiscal. - Vou aplicar-lhe uma multa de 10 mil reais por não alimentar corretamente os porcos.
Passado um mês o fiscal retorna a fazenda e faz a mesma pergunta, o fazendeiro caipira responde:
- Bem, agora estou dando farelo de milho.
- Não, não. Isso não está correto, responde o fiscal. - O senhor vai ser multado em 50 mil reais.
Três meses depois o fiscal retorna e nota que na fazenda existem apenas alguns porcos, ele, desconfiado pergunta ao dono:
- O senhor diminuiu sua criação?
- Eu não, diz o matuto.
- Então onde os porcos estão?
- Ha, eles estão por ai, e esses aqui já voltaram do almoço!
- Os porcos comem o que agora? Pergunta o fiscal.
- Sei lá! Todas as vezes que o senhor aparece na minha fazenda sou multado. Agora dou 10 reais todos os dias para cada um comer o que quiser.

OBS.: Não vou dar o crédito das piadas porque deu um trabalhão reeditar elas.

Receitas para porco, por favor, assinalem aqui embaixo.